
Entre o grande número de papéis representados por um ator, há alguns que dão a impressão de já virem se desenvolvendo em sua consciência interior há muito tempo. A um toque do ator o papel adquire vida, sem qualquer necessidade de pesquisa ou preparação mecânica. O papel e sua imagem foram criados dentro dele pela própria natureza. O ator deixa de representar e começa a viver a vida da peça. As palavras do autor tornam-se suas. Trata-se de um milagre, em função do qual nos dispomos a frazer quisquer sacrifícios, a ser pacientes, sofrer e trabalhar!
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