domingo, 21 de fevereiro de 2010

A maquiagem!

Um traço de minha maquiagem deu uma expressão cômica e viva à minha fisionomia, e subitamente algo se modificou dentro de mim. Tudo o que até então estivera abscuro tornou-se claro, tudo o que não tinha fundamento encontrou, de repente, uma razão que o justificasse; tudo em que eu não acreditava veio de encontro, num instante, à minha verdade. (...) Alguma coisa amadurecera em meu interior, impregnando-se lentamente de vida enquanto ainda estava em estado embrionário, e agora, finalmente, germinava. (...) Uma pincelada fortuita de maquiagem em meu rosto serviu para fazer vicerar a flor do papel.

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